Silêncio/Inverno
«Longos dias sem luz, sem horizontes claros,
Tardes setentrionais dum silêncio sem fim...
E esses olhos do Sul a brilhar como faros,
Mas suspensos do azul, muito longe de mim!
....................................................................»
«E o meu navio avança, o pano todo ao vento,
Mas a Eterna Quimera, a distância, a iludir-me,
Murcha em meu coração como a flor dum momento,
Corre diante de mim como a Esp´rança a fugir-me!
................................................................................»
«Noite profunda, noite impossível!
O alvor da neve, cobrindo tudo,
Torna o silêncio quase visível...
O alvor da neve cobrindo tudo.
.................................................»
(António Feijó, Ilha dos Amores, Alma Triste, 1897)
Tardes setentrionais dum silêncio sem fim...
E esses olhos do Sul a brilhar como faros,
Mas suspensos do azul, muito longe de mim!
....................................................................»
«E o meu navio avança, o pano todo ao vento,
Mas a Eterna Quimera, a distância, a iludir-me,
Murcha em meu coração como a flor dum momento,
Corre diante de mim como a Esp´rança a fugir-me!
................................................................................»
«Noite profunda, noite impossível!
O alvor da neve, cobrindo tudo,
Torna o silêncio quase visível...
O alvor da neve cobrindo tudo.
.................................................»
(António Feijó, Ilha dos Amores, Alma Triste, 1897)

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