aprender a não sorrir
Ando triste.
Reconheço a urgência súbita de mudança.
Mas sou aversa à mudança.
Resisti anos a fio à constatação de que as pessoas não merecem as minhas defesas, enganei-me redondamente. É urgente ganhar defesas, usar máscaras, não sorrir, não ser gentil, nem humilde nem compreensiva. Tudo isso é anedótico e anula todo o respeito. Olham para mim e perante este sorriso e os gestos meigos percebem instantaneamente que não há limites.
Não há limites porque não me zango, não falo alto, não agrido, não repreendo.
Calcam-me. Pensam que eu não vejo, que não sinto, que não sei.
É urgente a mudança.
O mundo obriga-me a ser uma pessoa pior.
Reconheço a urgência súbita de mudança.
Mas sou aversa à mudança.
Resisti anos a fio à constatação de que as pessoas não merecem as minhas defesas, enganei-me redondamente. É urgente ganhar defesas, usar máscaras, não sorrir, não ser gentil, nem humilde nem compreensiva. Tudo isso é anedótico e anula todo o respeito. Olham para mim e perante este sorriso e os gestos meigos percebem instantaneamente que não há limites.
Não há limites porque não me zango, não falo alto, não agrido, não repreendo.
Calcam-me. Pensam que eu não vejo, que não sinto, que não sei.
É urgente a mudança.
O mundo obriga-me a ser uma pessoa pior.

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