sábado, abril 29, 2006

Ao ler-te na sala vazia...

Fizemos mal um ao outro, sim. Perdoa-me. Não o previra. Também eu recordo, também não esqueço, tu o sabes, quando se sabe ler para além da distância, da ausência e do silêncio...
Estranho... Também eu passo neste momento a pior fase da minha vida, desde a minha pacata existência. Pacata, de facto, agora não... Num instante tudo evoluiu até ao caos. Penso agora que deviam existir monstros à espreita do momento de insurgirem contra a imaculabilidade dos dias, dos meus dias.
O negro galopou pelos meus vestidos alvos e feriu-me as mãos.
Sinto-me triste. Triste todos os dias. Sinto-me errada. Errada todos os dias. Sinto medo. Medo todos os dias.
E este cansaço que me veste a alma conduz-me à solidão, o único casulo em que não grito...